Onde cada Robô é usado: as superfícies da conta

Conversa Labs

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Última atualização em Aug 26, 2026

Visão geral

Uma conversa escolhe seu Robô pela caixa de entrada: você liga o Robô àquela caixa e ele passa a responder ali. Mas a conta usa um modelo de IA em várias outras partes, que não são conversa nenhuma:

  • o Cérebro (a entrevista que entende o seu negócio),
  • o copiloto do atendente,
  • o resumo contínuo das conversas longas,
  • o juiz de qualidade,
  • os dashboards generativos,
  • as chamadas de voz,
  • os embeddings da base de conhecimento.

Até agora nenhuma delas tinha como saber qual Robô — e qual chave — deveria usar. Todas caíam no padrão da instalação. A seção "Onde este Robô é usado", na configuração do Robô, é onde isso se resolve: você marca as superfícies que aquele Robô deve atender, e cada uma passa a rodar com a cadeia de modelos, as chaves e a persona dele.

Pré-requisitos

  • Ter pelo menos um Robô criado e salvo (a seção só aparece depois de salvar).

Passo a passo

  1. Vá em Configurações → Robôs e abra o Robô.
  2. Role até "Onde este Robô é usado".
  3. Marque as superfícies que ele deve atender. Cada linha explica o que a superfície faz e o que acontece se ficar vazia.
  4. A mudança é salva na hora — não precisa salvar o Robô de novo.

Configurações & opções

A caixa de entrada é a única porta

Um Robô só atende uma caixa se essa caixa estiver marcada na lista de caixas do Robô. Não há segunda porta: caixa não marcada é silêncio de verdade — a mensagem chega, é reconhecida com um "ok" técnico e nenhum turno roda.

Isso mudou. Antes, uma caixa que entregava ao Maestro sem estar marcada rodava uma configuração padrão anônima — sem persona, sem instruções, com o modelo da instalação. Parecia inofensivo e não era: nada no painel dizia que aquilo estava acontecendo, e quando essa configuração anônima não conseguia responder, o contato recebia a mesma mensagem de indisponibilidade a cada nova mensagem dele. Hoje o comportamento é o que a tela promete: marcou, atende; não marcou, não atende.

Uma caixa pode ficar entregando sem estar marcada por caminhos que não passam pelo formulário do Robô — o pareamento de um par híbrido de WhatsApp, um reparo de capacidade, a importação de uma conta. A plataforma reconcilia isso sozinha a cada 15 minutos: uma caixa que entrega e não tem Robô vinculado tem o bot desativado na caixa (não removido — ele continua visível ali, desligado, a um clique de voltar). Enquanto a divergência existir, o painel da conversa mostra o aviso "Caixa entregando sem Robô vinculado".

A primeira entrevista do Cérebro

Todas as superfícies desta lista são da sua conta: uma vez que exista um Robô, o Cérebro roda nele — é a sua conta usando a sua chave.

A exceção é a primeira entrevista, e ela não é um problema de configuração: é a ordem natural das coisas, porque é a entrevista que cria o seu primeiro Robô. Nesse único momento não existe Robô da conta para conduzir a conversa, então ela roda nas credenciais da plataforma. O Cérebro avisa isso num cartão no topo da tela, com um atalho para criar o Robô antes, se você preferir — mas não bloqueia nada: exigir um Robô ali prenderia justamente quem ainda não tem nenhum.

O blueprint de onboarding (o roteiro inicial personalizado) não aparece nesta lista de propósito. Ele roda enquanto a conta está sendo criada, e por isso é uma etapa da plataforma, configurada pelo operador da instalação — não uma opção da conta. Oferecê-lo aqui seria um botão que salva limpo, aparece ativo e não muda nada.

Custo recorrente

Resumo e juiz ficam marcados com custo recorrente. Os dois rodam muitas vezes (o resumo várias vezes por conversa; o juiz todo dia) e os dois são tarefas de compressão e classificação, que um modelo econômico faz bem. Apontar um Robô caro para eles funciona — e custa mais do que os turnos que eles avaliam. A escolha é sua; a tela só garante que ela seja informada.

O juiz precisa ser independente

O juiz não pode ser o mesmo Robô que produz o que ele avalia. Um avaliador que compartilha a persona e as instruções de quem escreveu não avalia o texto — ele o reproduz. A nota continua parecendo uma nota e para de significar alguma coisa. Por isso a plataforma recusa essa combinação.

Transcrição: como o Robô ouve

Logo acima da voz existe o campo Transcrição. Ele define o motor que transcreve os áudios que chegam para este Robô. Deixar em branco usa o padrão da instalação.

Escolher um provedor muda apenas a ordem: o outro continua como reserva se o primeiro falhar. Uma transcrição que falha em silêncio custa a mensagem do contato, e nenhuma preferência vale isso.

Memória: qual modelo gera os embeddings

O Robô que você apontar para Embeddings decide duas coisas, e até pouco tempo decidia só uma. A chave dele já pagava cada vetor da base de conhecimento; agora ele também escolhe qual modelo produz esses vetores, no campo Memória (embeddings) do formulário do Robô. Deixe em branco para seguir a escolha da conta e, depois dela, a da instalação.

O campo lista o catálogo curado, e ao lado dele Ver modelos abre o navegador ao vivo: ele pergunta ao provedor o que ele oferece hoje, então um modelo lançado esta semana também aparece. O mesmo navegador atende a transcrição, e cada linha só mostra o botão de usar quando o campo daquela modalidade realmente honra o valor.

Só esse Robô é consultado: a base de conhecimento é uma por conta e não comporta dois espaços vetoriais ao mesmo tempo. O campo fica salvo nos outros Robôs, mas inerte.

Trocar o modelo invalida os vetores já gravados. Mesmo entre modelos da mesma largura, os números passam a viver num espaço vetorial diferente, então a busca degrada até a base ser reindexada. A tela avisa no momento da escolha; reindexe a base depois de salvar.

Um modelo cuja largura de vetor não seja a desta instalação é recusado ao salvar, com os dois números na mensagem. Não é rigor decorativo: a coluna que guarda os vetores tem largura fixa, então um modelo de outra largura salvaria limpo, apareceria ativo e seria descartado em silêncio na hora de usar. Recusar é a única forma de você ficar sabendo.

Casos de uso

  • Uma conta com chave própria da OpenAI aponta Cérebro, copiloto e dashboards para o seu Robô principal — e passa a gastar a própria cota em vez da cota da instalação.
  • Um Robô econômico só para o juiz e o resumo: você cria um segundo Robô com um modelo barato e aponta só essas duas superfícies para ele, deixando o Robô caro nas conversas.
  • Um Robô dedicado às chamadas, com uma persona mais direta, atende o telefone quando nenhuma caixa de entrada tem Robô ligado.

Dicas, limites e boas práticas

  • Não marcar nada é uma escolha válida. O Robô continua atendendo conversas e as demais superfícies seguem o padrão da instalação — que é exatamente o comportamento de antes.
  • Desligar não apaga. Uma superfície desligada continua mostrando qual Robô você havia escolhido, a um clique de voltar. Desligar e nunca ter escolhido caem no mesmo lugar, mas querem dizer coisas diferentes.
  • Uma superfície pertence a um Robô por vez. Se ela já estiver com outro, a linha diz quem é, e marcar aqui transfere.

Solução de problemas

"O Robô não responde nessa caixa, e nem erro aparece." Abra o Robô e confira se a caixa está marcada na lista de caixas. Caixa não marcada não é atendida por ninguém — nem por uma configuração padrão. O painel da conversa diz qual dos dois casos é: Sem Robô nesta caixa ou Robô desativado.

"O Cérebro diz que está rodando na plataforma." Sua conta ainda não tem um Robô — e é essa conversa que vai criar o primeiro. Ao final dela o Cérebro passa a usar o modelo e a chave do Robô criado. Se preferir criar o Robô antes, o próprio cartão tem o atalho.

"O Cérebro diz que não há modelo disponível." Aí é diferente: nem a sua conta nem a instalação têm uma chave de provedor utilizável, então não há com o que responder. Cadastre a chave da conta em Integrações ou peça ao operador da plataforma para configurar uma.

"O juiz não deixa salvar." O Robô escolhido já atende as conversas da conta ou outra superfície. Escolha um Robô diferente — a independência é o que faz a nota valer alguma coisa.

"A transcrição continua no mesmo motor." O campo exige provedor e modelo: só um dos dois é lido como não configurado, para você nunca acabar transcrevendo num motor que não escolheu.

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