## Visão geral

Uma conversa escolhe seu Robô pela **caixa de entrada**: você liga o Robô àquela caixa e ele passa a
responder ali. Mas a conta usa um modelo de IA em várias outras partes, que não são conversa nenhuma:

- o **Cérebro** (a entrevista que entende o seu negócio),
- o **copiloto** do atendente,
- o **resumo contínuo** das conversas longas,
- o **juiz de qualidade**,
- os **dashboards generativos**,
- as **chamadas de voz**,
- os **embeddings** da base de conhecimento.

Até agora nenhuma delas tinha como saber qual Robô — e qual chave — deveria usar. Todas caíam no
padrão da instalação. A seção **"Onde este Robô é usado"**, na configuração do Robô, é onde isso se
resolve: você marca as superfícies que aquele Robô deve atender, e cada uma passa a rodar com a
**cadeia de modelos, as chaves e a persona dele**.

## Pré-requisitos

- Ter pelo menos um Robô criado e salvo (a seção só aparece depois de salvar).

## Passo a passo

1. Vá em **Configurações → Robôs** e abra o Robô.
2. Role até **"Onde este Robô é usado"**.
3. Marque as superfícies que ele deve atender. Cada linha explica o que a superfície faz e o que
   acontece se ficar vazia.
4. A mudança é salva na hora — não precisa salvar o Robô de novo.

## Configurações & opções

### A caixa de entrada é a única porta

Um Robô só atende uma caixa se **essa caixa estiver marcada na lista de caixas do Robô**. Não há
segunda porta: caixa não marcada é silêncio de verdade — a mensagem chega, é reconhecida com um
"ok" técnico e nenhum turno roda.

Isso mudou. Antes, uma caixa que entregava ao Maestro sem estar marcada rodava uma **configuração
padrão anônima** — sem persona, sem instruções, com o modelo da instalação. Parecia inofensivo e não
era: nada no painel dizia que aquilo estava acontecendo, e quando essa configuração anônima não
conseguia responder, o contato recebia a mesma mensagem de indisponibilidade a cada nova mensagem
dele. Hoje o comportamento é o que a tela promete: marcou, atende; não marcou, não atende.

Uma caixa pode ficar entregando sem estar marcada por caminhos que não passam pelo formulário do
Robô — o pareamento de um par híbrido de WhatsApp, um reparo de capacidade, a importação de uma
conta. A plataforma reconcilia isso sozinha a cada 15 minutos: uma caixa que entrega e não tem Robô
vinculado tem o bot **desativado** na caixa (não removido — ele continua visível ali, desligado, a
um clique de voltar). Enquanto a divergência existir, o painel da conversa mostra o aviso
**"Caixa entregando sem Robô vinculado"**.

### A primeira entrevista do Cérebro

Todas as superfícies desta lista são **da sua conta**: uma vez que exista um Robô, o Cérebro roda
nele — é a sua conta usando a sua chave.

A exceção é a **primeira** entrevista, e ela não é um problema de configuração: é a ordem natural
das coisas, porque **é a entrevista que cria o seu primeiro Robô**. Nesse único momento não existe
Robô da conta para conduzir a conversa, então ela roda nas **credenciais da plataforma**. O Cérebro
avisa isso num cartão no topo da tela, com um atalho para criar o Robô antes, se você preferir — mas
não bloqueia nada: exigir um Robô ali prenderia justamente quem ainda não tem nenhum.

O **blueprint de onboarding** (o roteiro inicial personalizado) não aparece nesta lista de propósito.
Ele roda enquanto a conta está sendo criada, e por isso é uma etapa da **plataforma**, configurada
pelo operador da instalação — não uma opção da conta. Oferecê-lo aqui seria um botão que salva
limpo, aparece ativo e não muda nada.

### Custo recorrente

**Resumo** e **juiz** ficam marcados com *custo recorrente*. Os dois rodam **muitas vezes** (o resumo
várias vezes por conversa; o juiz todo dia) e os dois são tarefas de compressão e classificação, que
um modelo econômico faz bem. Apontar um Robô caro para eles funciona — e custa mais do que os turnos
que eles avaliam. A escolha é sua; a tela só garante que ela seja informada.

### O juiz precisa ser independente

O **juiz** não pode ser o mesmo Robô que produz o que ele avalia. Um avaliador que compartilha a
persona e as instruções de quem escreveu não avalia o texto — ele o reproduz. A nota continua
parecendo uma nota e para de significar alguma coisa. Por isso a plataforma recusa essa combinação.

### Transcrição: como o Robô ouve

Logo acima da voz existe o campo **Transcrição**. Ele define o motor que transcreve os áudios que
chegam para **este** Robô. Deixar em branco usa o padrão da instalação.

Escolher um provedor muda apenas a **ordem**: o outro continua como reserva se o primeiro falhar.
Uma transcrição que falha em silêncio custa a mensagem do contato, e nenhuma preferência vale isso.


### Memória: qual modelo gera os embeddings

O Robô que você apontar para **Embeddings** decide duas coisas, e até pouco tempo decidia só uma. A
chave dele já pagava cada vetor da base de conhecimento; agora ele também escolhe **qual modelo**
produz esses vetores, no campo **Memória (embeddings)** do formulário do Robô. Deixe em branco para
seguir a escolha da conta e, depois dela, a da instalação.

O campo lista o catálogo curado, e ao lado dele **Ver modelos** abre o navegador ao vivo: ele
pergunta ao provedor o que ele oferece hoje, então um modelo lançado esta semana também aparece. O
mesmo navegador atende a transcrição, e cada linha só mostra o botão de usar quando o campo daquela
modalidade realmente honra o valor.

Só esse Robô é consultado: a base de conhecimento é **uma por conta** e não comporta dois espaços
vetoriais ao mesmo tempo. O campo fica salvo nos outros Robôs, mas inerte.

**Trocar o modelo invalida os vetores já gravados.** Mesmo entre modelos da mesma largura, os números
passam a viver num espaço vetorial diferente, então a busca degrada até a base ser reindexada. A tela
avisa no momento da escolha; reindexe a base depois de salvar.

Um modelo cuja largura de vetor não seja a desta instalação é **recusado ao salvar**, com os dois
números na mensagem. Não é rigor decorativo: a coluna que guarda os vetores tem largura fixa, então
um modelo de outra largura salvaria limpo, apareceria ativo e seria descartado em silêncio na hora de
usar. Recusar é a única forma de você ficar sabendo.
## Casos de uso

- **Uma conta com chave própria da OpenAI** aponta Cérebro, copiloto e dashboards para o seu Robô
  principal — e passa a gastar a própria cota em vez da cota da instalação.
- **Um Robô econômico só para o juiz e o resumo**: você cria um segundo Robô com um modelo barato e
  aponta só essas duas superfícies para ele, deixando o Robô caro nas conversas.
- **Um Robô dedicado às chamadas**, com uma persona mais direta, atende o telefone quando nenhuma
  caixa de entrada tem Robô ligado.

## Dicas, limites e boas práticas

- **Não marcar nada é uma escolha válida.** O Robô continua atendendo conversas e as demais
  superfícies seguem o padrão da instalação — que é exatamente o comportamento de antes.
- **Desligar não apaga.** Uma superfície desligada continua mostrando qual Robô você havia escolhido,
  a um clique de voltar. Desligar e nunca ter escolhido caem no mesmo lugar, mas querem dizer coisas
  diferentes.
- **Uma superfície pertence a um Robô por vez.** Se ela já estiver com outro, a linha diz quem é, e
  marcar aqui transfere.

## Solução de problemas

**"O Robô não responde nessa caixa, e nem erro aparece."** Abra o Robô e confira se a caixa está
marcada na lista de caixas. Caixa não marcada não é atendida por ninguém — nem por uma configuração
padrão. O painel da conversa diz qual dos dois casos é: *Sem Robô nesta caixa* ou *Robô desativado*.

**"O Cérebro diz que está rodando na plataforma."** Sua conta ainda não tem um Robô — e é essa
conversa que vai criar o primeiro. Ao final dela o Cérebro passa a usar o modelo e a chave do Robô
criado. Se preferir criar o Robô antes, o próprio cartão tem o atalho.

**"O Cérebro diz que não há modelo disponível."** Aí é diferente: nem a sua conta nem a instalação
têm uma chave de provedor utilizável, então não há com o que responder. Cadastre a chave da conta em
**Integrações** ou peça ao operador da plataforma para configurar uma.

**"O juiz não deixa salvar."** O Robô escolhido já atende as conversas da conta ou outra superfície.
Escolha um Robô diferente — a independência é o que faz a nota valer alguma coisa.

**"A transcrição continua no mesmo motor."** O campo exige **provedor e modelo**: só um dos dois é
lido como não configurado, para você nunca acabar transcrevendo num motor que não escolheu.

## Veja também

- [Autonomia e aprovação humana](/hc/ajuda/articles/maestro-brain-autonomia-e-aprovacao-humana-pt-br)
- [Base de conhecimento e ontologia](/hc/ajuda/articles/maestro-brain-base-de-conhecimento-e-ontologia-pt-br)